sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Atividade 2 - Texto CMDI Mirza Sebra

  • Conceito de mediação (Toschi e Libaneo)
Mediar significa estabelecer conexões, por meio de algum intermediário. Tal como o conceito de relação, a mediação é categoria da dialética, ou seja, é dinâmica, está em constante modificação. mediação indica que nada é isolado, mas ocorre de maneira inter-relacional, histórica.

  • Conceito de dupla mediação (Toschi)
No processo pedagógico a mediação é dupla, ou seja, no processo de relação dos alunos com os conteúdos há a mediação do professor e a do dispositivo a que o estudante tem acesso, na sua relação com as informações disponíveis. 

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Mídias: uma nova matriz de cultura

Para se pensar as relações entre midia e educação, é preciso ter algumas noções como de cultura e socialização. A autora trabalha como noção de cultura o seu sentido antropologico e socialização sendo commpreendida como um processo educativo que busca a transmissão, negociação e apropriação de uma série de saberes que ajudam na manutenção e/ou transformação dos grupos e sociedades. podendo ser pensado em dois eixos: como um processo de imposição de padrões  e  normas de conduta que visam nosso comportamento individual, e pode ser vista também como um processo que engloba um conjunto de experiências  de aquisição de conhecimentos e aprendizados por parte de todos nós.
Uma das propostas do texto é problematizar  a afirmação de que a mídia é uma matriz de cultura, porque produz significados, conduz sentidos e simbolos sociais e morais.
Os sistemas simbolicos, como matriz de cultura podem servir como instrumentos de dominação.

Filme 'Hannah Arendt' discute a 'banalidade' no nazismo

FRED KAPLAN
DO "NEW YORK TIMES"

Cinquenta anos atrás, o livro "Eichmann em Jerusalém - Um Relato sobre a Banalidade do Mal", de uma professora de filosofia chamada Hannah Arendt, desencadeou uma tempestade. Entre a intelectualidade do Upper West Side, em Nova York, o livro provocou, nas palavras do crítico Irving Howe, "uma guerra civil", suscitando discussões e azedando amizades de muitos anos.
Além disso, vendeu mais de 100 mil exemplares e transformou o modo como as pessoas enxergam o Holocausto.
"A controvérsia" --como era descrita a disputa crescente-- hoje já está em grande medida esquecida. Mas um novo filme sobre o episódio, "Hannah Arendt", que estreia na quarta-feira no Film Forum, retoma essas discussões.

Quando um amigo sugeriu que fizesse o filme, dez anos atrás, a diretora Margarethe von Trotta, veterana do Novo Cinema alemão, reagiu com ceticismo. "Pensei: 'Como eu poderia fazer um filme sobre uma filósofa, uma pessoa que fica sentada, pensando?'", recordou em entrevista telefônica dada em sua casa, em Paris.
Em vez de cobrir toda a vida de Arendt, decidiu concentrar-se no caso Eichmann. "Para um cineasta, é melhor ter um confronto, não apenas abstração", disse Von Trotta.
Em maio de 1960, Adolf Eichmann --um dos últimos líderes nazistas do alto escalão ainda vivo, que tinha fugido para a Argentina após a guerra-- foi sequestrado por agentes do Mossad, levado de avião a Jerusalém e julgado por crimes contra a humanidade.
Refugiada judia alemã e autora de um livro famoso, "Origens do Totalitarismo", Hannah Arendt cobriu o julgamento para a revista "New Yorker" (seu livro foi publicado como artigo em cinco partes).
Ela apresentou dois argumentos provocantes. O primeiro foi que Eichmann não teria sido o maligno organizador dos campos de extermínio, mas sim um burocrata medíocre, "não um monstro", mas "um palhaço". Veio disso o subtítulo "a banalidade do mal".
O segundo foi que os chamados "conselhos judaicos" na Alemanha e Polônia foram cúmplices no assassinato em massa. Eles ajudaram os nazistas a arrebanhar as vítimas, confiscar bens e os enviar para os campos onde morreriam.
Arendt foi repudiada. Alguns dos ataques contra ela foram exagerados. Mas algumas de suas visões também, entre elas o retrato que traçou de Eichmann. Para Arendt, Eichmann teria cometido seus atos sem ter consciência e sem mesmo ser antissemita virulento.
No entanto, em 1957, na Argentina, Eichmann concedeu uma longa entrevista ao ex-oficial da SS Willem Sassen, na qual gaba-se de ter ajudado a redigir a carta que ordenou a Solução Final. "Não fui apenas alguém que recebeu ordens. Se assim fosse, eu teria sido um imbecil. Eu era um idealista."
Amos Elon, jornalista israelense que defendia Arendt, disse, na introdução à edição em capa mole do livro, que ela "tinha a tendência a tirar conclusões absolutas com base em evidências casuais".
A evidência casual da banalidade de Eichmann foi o depoimento carregado de clichês. Ele declarou que tinha apenas feito seu trabalho e Arendt acreditou nele.
Margarethe von Trotta dirigiu filmes sobre mulheres fortes, mas diz que não se considera missionária. "Não faço filmes para transmitir mensagem. Faço filmes sobre pessoas de quem gosto ou que me interessam. Mas, se existe uma mensagem neste filme, é que você deve pensar por si mesmo, não seguir uma ideologia ou moda. Hannah chamava a isso 'pensar sem corrimões'."
Tradução de CLARA ALLAIN


Dica de livro

Livro - Por Uma História Política
A legitimidade da história política entre os historiadores franceses é um fato indiscutível, e talvez até, como diria René Rémond, tenha-se uma nova " moda intelectual". Também no Brasil os estudos de história política ganham espaço nas universidades, mas os caminhos de renovação estão em plena discussão. Por todas essas razões, e por suas contribuições historiográficas, metodológicas e teóricas, esta é uma obra da maior relevância para o público universitário brasileiro.





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